Dor de coração ou no coração?
Acho que tanto faz, né? A faca entrando gelada e mortal vai ser sentida de qualquer forma…
Faz umas semanas que eu acompanho um drama meu, um drama do outro.
A coisa toda cai na relação da sua suficiência pro mundo, pro seu próximo e pra você mesma. Quando a sua existência não basta aos seus objetivos, é que você se perde. Perde o rumo, a independência, o orgulho.
Difícil conviver com a gente, mais ainda conviver com o outro.
Se a gente mesmo não se entende, porque então busca a compreensão daquele que tão democraticamente optou por nos acompanhar em alguma estrada? Mesmo que seja até a próxima esquina? Porque temos que fazer o caminho parecer pesado, dolorido?
A gente diz que respeita, que ama, que entende. Mas se a gente insiste num capricho, desconsiderando os alertas emitidos, onde diabos largamos esse tal respeito que dissemos ter?
A gente cobra objetividade… mas nós a temos para dar? Se sim, ok. Mesmo assim, ainda é justo cobrar isso?
A coisa é tão complexa, são tantas as questões, tantas as verdades, tantas as palavras… mas as vezes a língua não nos é suficiente.
As palavras não bastam.
Pensa comigo: dois falantes naturais da mesma língua, não conseguem se compreender… porque duas pessoas que julgam sentirem a mesma coisa poderiam se complementar plenamente?
Se a sua língua, que você aprende de forma acadêmica, ainda não te deixa hábil o suficiente para expôr suas idéias na sua totalidade… porque com o amor, coisa que não possuímos cursos, escolas, ou coisas assim, a coisa seria diferente?
